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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
E de repente, o país do surfe
10:44 Gui ADN
Gabriel Medina protagonizou um feito inédito: ele foi o primeiro brasileiro a vencer um mundial de surfe. Ficou em segundo na etapa de ontem, mas liderou o ranking geral. O próprio disse não acreditar ter vencido nomes como Kelly Slater e Mick Fanning. "Estou muito feliz de ter disputado o título contra Mick e Kelly. Eles me inspiraram desde criança. E hoje é o melhor dia da minha vida", declarou o mais novo ídolo do esporte nacional. Medina tem todos os méritos por sua brilhante vitória. Mas como não entendo nada de surfe, simplesmente não posso dizer o que fez dele um surfista campeão.
E é bom que se diga que soa quase uma heresia não entender de surfe nestes tempos de orgulho verde-amarelo ligado às ondas. Nas últimas semanas, pipocaram inúmeros neo entendidos no assunto nas redes sociais e o "vai Medina!" foi um grito de torcida ecoado com frequência quase futebolística nos últimos dias. Um estrangeiro que venha ao país neste momento deve imaginar que o surfe é um esporte tão popular quanto o futebol.
Medina é o nosso orgulho, o nosso símbolo de vitórias depois do sofrido 7x1 da fatídica semifinal contra a Alemanha. O Brasil festeja o sucesso em um esporte que passou a acompanhar há três semanas ou menos. É a nossa vitória! Medina é nossa redenção.
Redenção que já veio do MMA, com Anderson Silva, o Spider. Ou do vitorioso time brasileiro de vôlei, do iate de Torben Grael e Robert Scheidt, e principalmente de Ayrton Senna do Brasil, símbolo de uma vitoriosa geração da Fórmula 1 que deu lugar à "fracassada" geração de Rubens Barrichello. Nossas esperanças também renasceram com Guga, Daiane dos Santos, Popó,... Essa lista vai longe!
Tudo terminou do mesmo jeito: sem um ídolo capaz de trazer-nos vitórias, o esporte é sempre abandonado à sua própria sorte até que um outro Senna, Spider, Torben, Guga ou Daiane apareça para nos dar novas alegrias. Em cada ano bissexto sempre ouvimos nossa lista de "esperança de medalhas" para os Jogos Olímpicos. Essas esperanças dão seu melhor, ficam entre os melhores, ganham um bronze e saem como fracassados. É sempre a "derrota do Fulano", em contraste com a "vitória do Brasil". Como disse Rodrigo Borges, no Esporte Fino, "A derrota é do outro, a vitória é nossa".
Aqui neste blog, foi me atribuído erroneamente o questionamento que segue: "O brasileiro gosta mesmo de esporte?". Foi o mesmo Rodrigo Borges, no mesmo Esporte Fino, quem questionou nosso comportamento como torcedores esportivos. Diz ele que os "argentinos são apaixonados por esportes. Por vários. Futebol, tênis, basquete, automobilismo e rúgbi são algumas das paixões dos vizinhos. Paixões mesmo. Amam o Mundial de Rali sem que haja um argentino no WRC". Falta isso no Brasil? "Se Guga fosse o sujeito carismático e gente fina que é, mas nunca tivesse passado do 30º lugar do ranking, seria ele tão idolatrado? Tivesse perdido as três finais de Roland Garros que disputou, seria o ídolo que é ou seria sacaneado como eterno vice, seria motivo de chacota em programas humorísticos?"
Mauricio Cardoso, jornalista da "Placar" dos anos 80, é autor de uma frase que deixou a própria redação da revista perplexa: "brasileiro não gosta de esporte; brasileiro gosta de ganhar". O tempo mostrou que ele estava certo: o brasileiro só gosta de ganhar. Ou algum dos neo entendidos em surfe estaria acompanhando o Mundial se Medina estivesse, digamos, em 7º? Como diria o Paulinho Nogueira, do DCM, quem acredita nisso acredita em tudo.
Mesmo no tão querido futebol vigora essa lei da vantagem esportiva. A audiência do Corinthians na Globo, por exemplo, caiu bruscamente: era o time que mais dava audiência no país; hoje é o quarto time mais visto de São Paulo. Em 2013, Fernando Sormani já observava que a frase de Maurício Cardoso explicava as baixas nos estádios: "De um modo geral, se o time está bem, o estádio lota; se está mal, fica às moscas". Alguém tem alguma dúvida disso?
Creio que isso se relaciona, de alguma forma, com nossa cultura "pra frente Brasil" que se impôs durante a ditadura e virou regra de nossas transmissões esportivas via Galvão Bueno e imitadores. Seja qual for o motivo, o fato é que nosso querido Gabriel Medina está hoje na posição em que muitos atletas já estiveram. Amanhã seu destino será o ostracismo em que seus antecessores estão, basta ganhar um bronze no próximo Mundial, talvez até uma prata. E enquanto os atletas de outros esportes reclamam da falta de incentivo e patrocínio, deixo-lhes com a amarga realidade de que isso não vai acontecer. Lei da oferta e da procura: se ninguém gosta de esporte, por que eu vou investir?
Parabenizo Medina por sua dedicação e seu sucesso ao bater grandes nomes do surfe mundial e se tornar o nº 1. E desejo a ele toda sorte do mundo quando os neo entendidos em surfe o abandonarem à própria sorte à espera do novo Senna. Pra frente Brasil!
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Depois do Refis não demonstrar os resultados esperados, vem aí a Black Friday da Receita Federal!
18:46 Lucas S
E não são só as lojas que estão entrando nessa onda. Para você, que é um empresário que deve PIS, COFINS, INSS, IRPJ, CSLL, IPI, Simples Nacional entre outros impostos federais, fez o Refis da Copa e não pagou, vem aí a Black Friday da Receita Federal. Descontos de até 50% nos juros, multa e atualização monetária em cima dos impostos atrasados.
Brincadeira! Por favor, não vai na Caixa, no Banco do Brasil ou num posto da Receita falar que viu isso aqui porque senão a Dilma vem aqui na minha casa amanhã e corta o meu Bolsa Família, hein? Já pensou se eu fico sem o meu churrasco no final de semana?
Enquanto você fica aí me chamando de idiota em sua mente enganada com uma falsa boa(?) notícia, dá uma olhada no resumo da semana.
Governo contrata Seu Barriga para cobrar parcelas do Refis atrasadas.
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| "Pague o Refis!" Diz Seu Barriga a um contribuinte inadimplente. |
Como brasileiro é caloteiro! Nesta segunda, dia 24, foi divulgado que a arrecadação de impostos da Receita Federal de outubro de 2014 caiu 1,33% em relação a outubro de 2013.
Mas aí você me pergunta: "Mas 1,33% é pouco, não?"
Sim, seria, mas tem um porém. Nesse ano o governo instituiu o Refis da Copa (Programa de Recuperação Fiscal), um programa que visava recuperar débitos de impostos federais dos contribuintes. Porém, parece que a iniciativa não atendeu muito às expectativas.
Sem falar que o governo também tentou incentivar o consumo com isenções de impostos como de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre carros, móveis e eletrodomésticos da linha branca. Mas, com a economia desacreditada, a geração de receitas das empresas diminuiu este ano.
Além de contratar o Seu Barriga para cobrar os inadimplentes, o governo está à caça do Abreu, já que todo mundo fica pondo na conta dele.
Empreiteira rouba na honestidade.
Não sei quanto a vocês, mas eu estou achando que essa operação Lava Jato tá ficando cada vez mais confusa. Todo dia aparece uma coisa nova, e é tanta coisa aparecendo, que tá difícil acompanhar.
Mas quando se trata de fazer falcatruas, o político brasileiro gosta de se superar. Pra você ter uma ideia de que nível está o cinismo de um deles, nesta segunda, dia 24, e empreiteira Galvão Engenharia apresentou recibos de propina na Justiça Federal do Paraná. O engraçado (pra não dizer revoltante) é que esses recibos eram notas fiscais de serviço!
É isso aí! A LFSN Consultoria Engenharia S/S LTDA. teve a audácia de emitir pelo menos R$ 8,8 milhões em notas fiscais cobrando propina.
Se você não entendeu porque eu usei o termo "audácia", quando você emite uma nota fiscal, você vai tributar (pagar imposto sobre) o valor descrito na nota (nesse caso, ISS, IRPJ, COFINS, PIS e Contribuição Social). Ou seja, eles pagaram imposto (na teoria) em cima da propina que receberam.
E o que isso tem a ver com a operação Lava Jato? Os pagamentos foram realizados ao empresário Shinko Nakandakari, operador de serviços da Petrobrás na época do comando de Renato Duque. Os advogados do diretor da Galvão Engenharia disseram que os pagamentos eram para evitar que a empresa fosse prejudicada em contratos de serviços com a Petrobras.
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| Olha os impostos destacados na nota! O pior é a descrição dos serviços prestados. |
Governo do Amapá, aprenda com os Titãs, "as flores de plástico não morrem".
O governo do Amapá dedicou R$ 470 mil para comprar flores. Flores!
Segundo Délcio Magalhães, chefe de Gabinete Civil do Palácio do Setentrião, “Foi uma compra para ser usada em quatro ou cinco anos, e não para um mês, ou pagamento único. Ela será usada inclusive pela próxima gestão porque é uma utilidade. Quando falece uma autoridade, por exemplo, é preciso encaminhar uma coroa de flores”. Você viu que eles estão até preocupados com a próxima gestão, né?
É mais ou menos assim: - Olha, saúde, educação, segurança essas coisas a gente não conseguiu garantir. Mas, se uma autoridade morrer na sua gestão vocês tão garantidos!
Como fazer um jogo de velhos ser mais falado do que a reta final do Brasileirão.
Neste fim de semana teve algo mais incrível que o bicampeonato do Cruzeiro, a volta do Vasco pra Série A, o rebaixamento quase confirmado do Botafogo pra Série B ou o Palmeiras por um fio. Neste domingo, dia 23, aconteceu na Arena das Dunas, em Natal uma partida de seleções masters entre Brasil e Argentina. O problema é que dos "convocados", alguns jogadores simplesmente não compareceram. Dentre eles Emerson Sheik, Junior Baiano, Viola e Edílson Capetinha pelo Brasil, Sensini, Ortega e Caniggia pela Argentina. Aliás, o Caniggia, mesmo não indo, foi o destaque do jogo.
É que simplesmente colocaram um sósia dele pra jogar em seu lugar. Na escalação estava o nome de Caniggia, mas quem jogou foi o conhecido Daniel Cordone, ex-jogador do Vélez Sarsfield e do Newcastle. E pra você ter uma ideia de como o negócio foi hilário, um dos gols do Brasil no empate de 3x3 foi marcado pelo sérvio Petkovic.
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| Caniggia antes e depois do fake. |
O Procon de Natal está apurando uma possível propaganda enganosa da Fênix Sports, promotora do evento. Caso seja identificada, a Fênix Sports pode ser multada.
Para se defender, a Fênix Sports emitiu um comunicado nesta segunda, dia 24, dizendo que "convidou o ex-jogador Athirson Mazolli e Oliveira para que o mesmo convocasse as duas seleções, o que foi feito." Ou seja, jogou a culpa no Athirson.
Ao ver essa palhaçada, o Fluminense se prontificou a acionar o STJD caso o time não se classifique para a Libertadores.
Chega de internet por hoje? Calma! Primeiro curte a gente no Facebook e segue no Twitter, depois você pode jogar o PC ou o note pela janela.
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sábado, 22 de novembro de 2014
Foi mal pelo atraso, é que eu me distraí no meio do caminho e...
14:23 Lucas S
Essas foram as notícias da semana mais relevantes para alguém que não sai do jogo The Simpsons Tapped Out (depois eu passo a minha conta, EA). Dá uma olhada aí:
Novo líder no "Ministério da Fazenda"
Esse reality show tá igual o Big Brother e a Fazenda. Entra gente, sai gente, mas continua sempre a mesma merda.
E agora a apresentadora Dilma Rousseff está para escolher um novo líder. Depois das pataquadas engraçadas de Guido Mantega, os mais indicados para a liderança eram Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco (quem disse que ela não gosta de banqueiro?) e Joaquim Levy, ex-ministro do tesouro nacional. Porém, com a desistência de Trabuco, Levy é o mais cotado.
Lembrando que Levy era ministro do tesouro nacional quando o Palocci era o da fazenda.
Além do ministro da fazenda, ela também vai nomear o ministro do planejamento e o presidente do Banco Central.
E pra você ter uma ideia de como isso parece um reality show, só as especulações já fizeram a Bovespa fechar em alta nessa sexta e as ações da Petrobras subirem, mesmo com todo esse escândalo aí.
É que nem quando a Globo vai começar o Big Brother e fica pondo aqueles rejeitados no Fantástico. Depois disso, a audiência percebe que vai ser igual ao do ano passado e para de assistir.
O trabalho do novo ministro será baba, moleza. É só fazer com que voltem a acreditar na política econômica brasileira (HAHAHAHAHA). Sabe como é, a inflação subiu, o desemprego subiu, o investimento caiu, a poupança tá rendendo menos, o Mantega cortou gastos do INSS com Seguro-Desemprego, Auxílio-Doença e subsídios do SEBRAE só pra não diminuir o Bolsa Família (disso você não sabia né? Pois esse foi o último ato dele como ministro) etc.
WhatsApp reconhece os danos que causou ao mundo
Todo mundo falando e fazendo piadas nas redes sociais do duplo tique azul do WhatsApp que mostra se seu amigo(?) leu ou não a sua mensagem. Amizades sendo desfeitas, namoros acabando por causa de ciúmes (se bem que não é muito recomendável um cara adicionar a namorada no WhatsApp) e pessoas chateadas porque o grupo não viu sua foto engraçada de uma mulher gorda usando fio dental com os lábios da vagina aparecendo e chamando o administrador para um rala e rola selvagem.
Mas calma gente, a nova atualização do WhatsApp para o Android lançada nesta segunda, dia 17/11, já permite desabilitar aquele duplo tique azul que indica se seu amigo leu ou não a mensagem. Mas a versão 2.11.444 está disponível apenas para Android. Então, se você tem iOS ou Windows Phone, há, se f*deu! Agora vai ficar sentado chorando porque seus amigos não leem as suas mensagens. Vai ficar com a namorada (ou o namorado) direto no pé dizendo: "Você ta bravo comigo?" ou "Por que você nem lê?"
Não, brincadeira. É que como ocorre com a maioria, a atualização vai primeiro pro Android. Agora, se você tem um com Java, com certeza você tem atualizações no Orkut agora, vai lá dar uma conferida.
Mas eu me pergunto: Por que esse duplo tique azul deu tanto trabalho? Se a pessoa não responde imediatamente sua mensagem ela tá te sacaneando? Isso é excesso de carência! Na minha época a gente só podia entrar de fim de semana no MSN por causa da conta do telefone. E até a mensagem chegar pro amigo, ele responder e a resposta chegar já deu uma hora. E se incluía mais de um na conversa então? Vixi!
E pra você ter uma ideia de como isso é antigo, o Chrome não reconheceu a palavra "MSN" quando eu digitei.
Loja da Apple aceita UnionPay. Que legal, cara! O que é Isso?
A loja da Apple na China começou a aceitar cartões de débito e crédito da UnionPay, bandeira de cartões chinesa. Não sei nem o que falar, mesmo porque eu nunca tinha ouvido falar dessa UnionPay.
A Apple tá aceitando tudo agora só pra você gastar seu dinheiro em aplicativos inúteis ou quase úteis em sua vida. MasterCard, Visa, Diners, Amex, Sodexo, Ticket, HiperCard, Aura, fiado, Bilhete Único, Tele-Sena... Menos o Bolsa Família. Hehehe.
Novo casal 20 das penitenciárias
Essa é nova entre assassinos que encontram o amor. Agora o apaixonado da vez é Charles Manson, de 80 anos, condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.Pra quem não sabe, ou não se lembra do que ele fez, ele é o fundador de uma seita chamada "Família". Ele pregava uma guerra entre raças. Há mais de 40 anos, ele enviou 80 seguidores para a casa da atriz Shanon Tate. Ela e mais seis amigos na casa foram assassinados. O grupo plantou pistas falsas para incriminar os Panteras Negras, grupo de ativistas afro-americanos.
Ele foi culpado de conspiração e só não foi condenado à morte porque bem na época de seu julgamento o estado da Califórnia havia abolido a pena de morte.
Agora ele recebeu permissão para se casar com Afton Elaine Burton, de 26 anos. Uma seguidora de sua seita que se auto-intitula "Star" (como diria um amigo meu, "doidera!").
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| Veja se não foram feitos um para o outro. O amor é lindo! |
E é isso aí! Agora me dá licença que eu vou jogar um pouco de FIFA 2014.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Eu não me importaria de trabalhar com um Xico Sá
20:54 Gui ADN
Eu inclusive abro aqui o meu: no segundo turno voto Dilma Rousseff. Não é a pessoa ideal para fazer a transformação que este país precisa, mas é a única que pode atender às pautas de direitos humanos e modelo de desenvolvimento que serão determinantes para construir um país mais desenvolvido e socialmente justo.
Se você é PTfóbico como boa parte da Internet, seria bom se ao menos você parasse de se passar por um "imparcial" que vota nulo torcendo pro Aécio ganhar. Ou, como disse o Pedro Alexandre Sanches no Farofafá, "seria necessário e saudável que VOCÊ soubesse que está votando na Sua Fobia em Pessoa, e parasse de se fazer de vítima, de falso moralista, de indignada de fachada com corruptos selecionados, de gente inofensiva que não faz mal a ninguém e não tem nada a ver com tudo isto que está aí".
Opinião exposta sem meios termos não faz mal a ninguém. Pelo contrário, contribui com o debate democrático e fortalece a liberdade de expressão. Os americanos sabem e lá o New York Times pode apoiar os candidatos do Partido Democrata, como Barack Obama em 2008 e 2012. O portal Brasil Post manteve a neutralidade, mas fez uma eleição interna pra saber em quem seus jornalistas votam. Resultados aqui.
Ainda assim, o público parece não ter entendido que todos, inclusive os jornalistas, têm lado e preferências políticas. É o conto do vigário da "imparcialidade", prometida pela Folha de S.Paulo com a insistência de quem tenta mais se convencer de algo do que convencer a outra pessoa e copiada por quase todos os veículos secretamente chapa-branca da mídia brasileira, impressa e digital.
Recentemente, Xico Sá saiu da Folha após o jornal se negar a publicar texto em que dizia votar em Dilma. O editor executivo Sérgio Dávila disse em nota que o jornal não aceita "proselitismo político" em suas colunas. E seria proselitismo o que faz a imprensa nos EUA e na Europa? Só lembrando que um colunista do jornal que atende pela alcunha de Tio Rei não só apoia Aécio como faz questão de explicitar seu radicalismo PTfóbico em suas colunas. Vai ser demitido também? Se a Folha não quer conviver com opiniões contrárias, podia ao menos seguir o exemplo do NY Times...
Não podia, porque o público foi anestesiado com a ideia de imparcialidade. Acredita-se que, livre da parcialidade, a notícia chega limpa. Mas a realidade é que a imparcialidade não existe e quem se diz imparcial é, na verdade, um partidário enrustido muito mais perigoso do que aquele que expõe claramente suas preferências. Porque o que se diz imparcial o faz unicamente para trazer credibilidade à sua militância secreta. Já o que assume suas preferências é mais capaz de estimular o debate de ideias, algo que falta neste país.
Por tudo isso não me importaria de trabalhar com um Xico Sá, da mesma forma que não me importo de estar em um blog juntamente com dois eleitores de Aécio Neves. Porque se não fosse para fazer um debate honesto de ideias, eu teria feito um blog sozinho.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Um debate do Twitter
22:28 Gui ADN
Escrevo no momento em que se encerra o debate final antes do primeiro turno. Não vou me demorar muito nos comentário. O último confronto direto entre os candidatos foi baixo como se esperava. Com direito com dedo na cara, Entre os grandes, Aécio Neves foi o que mais se destacou. Dilma estava presa demais, Marina estava confusa, nem parece a segunda eleição que disputa. Dos nanicos, Eduardo Jorge teve os melhores momentos. Luciana Genro foi a que mais atacou, mas não foi além do que fez nos outros debates. Pastor Everaldo segue linha auxiliar de Aécio, Levy Fidelix continua sendo uma figura caricata. Fora isso, a dinâmica do debate ajudou a esquentar o clima ao colocar os candidatos frente a frente.
O que mais chamou a atenção foi a proliferação de memes, especialmente via Twitter. O momento em que Pastor veraldo pergunta a Aécio sobre o PAC rendeu mais um "eu me perdi aqui, desculpa", o momento "dedo na cara" entre Luciana e Aécio rendeu todo tipo de piada, até um "eu não sou tuas nega". Teve Eduardo Jorge "dançando" "Thriller", Dilma com cara de "cê jura?", e uma infinidade de temas para Bonner sortear, de "vodka ou água de coco" a "Windows ou Mac?". Até "Friends" apareceu no Twitter.




Tem gente que reclama que isso faz mal, desvia o debate de temas importantes. No caso do debate da Globo, deixou a intensa troca de farpas mais digesta. Proporcionou bons momentos de riso e conseguiu explicitar a importância do evento, sempre desprezado pelas emissoras brasileiras pela sua baixa audiência.
Não adiante insistir: a linguagem que faz sucesso na Internet é o humor. A eleição está envolvida em memes desde o começo do ano e o debate da Globo as produziu aos montes. Apesar de tudo, é uma forma eficiente de se comunicar com eleitores, muito mais eficiente, diga-se, do que discursos manjados, programas eleitorais hollywoodianos e ataques intensos em debates. O humor chega com facilidade no jovem, que é o grande motor da política brasileira desde os protestos de junho de 2013. E chama a atenção o fato de que a maioria é produzida espontaneamente na rede e compartilhada aos montes sem o excessivo cálculo político e midiático dos "especialistas" dos partidos e da mídia.
A campanha do Obama se fez com memes, o debate político está cada vez mais cheio de memes. Agora, o Twitter se sai o grande vencedor do último debate entre os candidatos à Presidência da República.
domingo, 28 de setembro de 2014
Contrastes
21:44 Gui ADN
Eduardo Jorge defende pautas progressistas depois de se aliar a governos conservadores, tendo sido inclusive secretário de José Serra.
Dilma Rousseff parte para o ataque contra Marina Silva quatro anos depois de se dizer vitimada por ataques caluniosos de José Serra.
Aécio Neves fala pelos cotovelos da corrupção do PT mesmo tendo sido o PSDB de Minas quem apresentou Marcos Valério ao mundo político.
Luciana Genro bate em todos os candidatos e se cala diante de declarações de Levy Fidelix quando esse ironiza seu programa de governo,
Por que a política brasileira tem que ser esse convite à contradição?










